Raça Campolina

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HISTÓRICO


Cassiano Campolina, nascido em 10 de julho de 1836, ganhou a égua Medeia, já prenha de um Andaluz de D. Pedro II. Deste cruzamento nasceu o potro batizado Monarca. Esse é o início de uma história de sucesso e conquista: a formação da raça Campolina. Cassiano tinha como principal objetivo formar cavalos de grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência. Para isso, selecionou e cruzou raças de cavalos como PSI, Anglo-Normando e Marchador conforme sua intuição e experiência.


Em 1904, após mais de 30 anos trabalhando firme em seu propósito, faleceu Cassiano Campolina. Mas, graças à dedicação e o empenho de seus amigos, a raça continuou a ser criada e aperfeiçoada. As famílias de Joaquim Pacheco de Resende e do Cel. Gabriel Andrade foram fundamentais nessa missão. Após aproximadamente 70 anos desenvolvendo a raça conforme as referências de cada criador tornou-se necessário definir um padrão racial para que todos pudessem unir esforços e aperfeiçoar a raça conforme suas características oficiais. A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina foi fundada em 1951, com sede em Belo Horizonte. Hoje, todos os criadores da raça são responsáveis pela continuidade dessa história que ganha mais admiradores e se consolida a cada ano.




MORFOLOGIA


Porte nobre, as formas harmoniosas, os traços curvilíneos e uma estrutura óssea muscular que favorece o andamento marchado são as principais características que diferenciam e torna o Campolina um cavalo único.


A cabeça suavemente convexilinea deve ser proporcional ao pescoço rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que passe.


Seu padrão racial faz do Campolina o maior marchador brasileiro tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma montaria acima da média.




MARCHA


Diferente do trote, o andamento marchado tem uma cadência de quatro a oito tempos, sem momento de suspensão. Isso diminui o atrito percebido pelo cavaleiro e proporciona uma equitação suave e menos desgastante.


É por esta razão que os cavalos de marcha são os preferidos em todo mundo, não apenas pelos cavaleiros adeptos a longas cavalgadas e jornadas diárias, como também pelos iniciantes e todos que desejam uma atividade eqüestre prazerosa e saudável que não seja extenuante ou exija preparo físico e técnico. Outro diferencial apaixonante da raça é sua docilidade e seu temperamento de sela.


Contudo, estas qualidades estão longe de significar que a equitação dos cavalos de marcha não possa alcançar patamares técnicos tão elevados como as demais artes equestres. Quanto melhor for o adestramento do animal e a equitação do cavaleiro, melhor será explorada sua qualidade da marcha.


Na última década, o foco dos criadores de Campolina tem sido manter e aprimorar a marcha diferenciada em suas características de maciez, estilo e desenvoltura. Tanto a marcha picada, com maior tempo de apoios laterais, quanto a batida, com maior tempo de apoios diagonais, podem ser encontradas no cavalo Campolina


Fonte: site oficial da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina: www.campolina.org.br



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